Lisboa é como um assalto aos sentidos – uma cidade que não se passa sem ser afetada por ela.

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ESTE ARTIGO FOI PUBLICADO PELA PRIMEIRA VEZ EM KAPITAL REISE.   Lisboa é como um assalto aos sentidos – uma cidade que não…

ESTE ARTIGO FOI PUBLICADO PELA PRIMEIRA VEZ EM KAPITAL REISE.

 

Lisboa é como um assalto aos sentidos – uma cidade que não se passa sem ser afetada por ela.

 

 

PORTUGAL: Julia Kemper é incapaz de se libertar de Lisboa. Mesmo quando tomou posse da propriedade familiar Quinta do Cruzeiro no distrito do Dão, a duas ou três horas de carro, a atracão da cidade era demasiado forte para ela.

 

Além disso, a advogada e enóloga é prática, mesmo que à primeira vista ela não pareça. A mulher encantadora e enérgica fala com fôlego, e sobretudo do que lhe é mais próximo do coração: os vinhos brilhantes da quinta onde ocasionalmente permanece.

 

Encontramo-nos no showroom de Julia Kemper Wines – ou “embaixada” como ela lhe chama – no coração do Bairro Alto, “o distrito alto” onde muitos – tanto visitantes como residentes – gostam de acabar à medida que o dia se transforma em noite.

 

– Sou realmente uma rapariga da cidade, diz a enóloga e derrama generosamente no copo a garrafa que leva o seu nome.

 

Ela faz o vinho no campo, mas é na cidade que ele entra no seu próprio vinho.

 

 

Fora de vista…

O edifício de apartamentos onde nos encontramos não tem nome nem número. Nem qualquer sinal que ateste atividades no interior. A fachada é branca e lisa, mas pouco mais indica o que se encontra no interior do edifício.

 

– Aqueles que são convidados descobrem de qualquer forma, diz Julia com um pequeno sorriso.

 

 

O lugar para onde ela convida os clientes e outros grupos está situado no alto do Bairro Alto, o antigo distrito criado na altura em que Portugal emergiu como uma das nações mais poderosas do mundo – graças aos intrépidos aventureiros do país, como Henrique o Navegador e Vasco da Gama.

 

Os edifícios raquíticos, muitas vezes lindamente decorados, em muitos lugares manchados por etiquetas e graffitis, têm este encanto que nós noruegueses adoramos. Ao nível das ruas, há pequenos restaurantes e bares movimentados lado a lado com lojas de artes e artesanato e de vegetais. O ambiente é acolhedor e indulgente. Sente-se seguro.

 

– Há algo de liberalmente simples em Lisboa, especialmente aqui no Bairro Alto, explica Julia. – Tudo o que precisa pode ser encontrado num curto passeio.

 

Depois de mais de dois anos como advogada em São Paulo, no Brasil, Julia virou o nariz de volta para casa. Entre os seus seis filhos, o pai escolheu-a – por razões desconhecidas (“talvez ele pensasse que eu era mais empreendedor do que os outros?”) – como herdeira da quinta. Nos últimos 15 anos, ela transformou-a numa das vinhas mais respeitáveis do país – graças em grande parte ao arranjo orgânico.

 

– A vida como advogada era dura, mas era pura comida de bebé em comparação com o negócio do vinho. Talvez seja por isso que adoro vir para a cidade quando surge a oportunidade? Fora de vista, mais ou menos.

 

 

Julia Kemper utiliza o edifício de apartamentos no Bairro Alto porque muitos dos que a visitam do estrangeiro também querem visitar a capital. Com isso, ela mata dois pássaros com uma cajadada só.

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